Desfiz-me em compasso
Para perpassar o mundo,
Definir seu ritmo,
Marcar seu passo.
Refiz-me em poesia.
Voaria ao vento,
Pousaria em cada vida vazia,
Recolheria cada lamento
Quis, refiz, desfiz, fiz...
Gritei com o silêncio
Corri ao infinito
No eco do meu grito sem fôlego,
O mundo caminhava trôpego
As vidas perduravam vazias,
Eu, angustiada, vivia.
Confissão de um crime sem lógica
Matei-a por ódio! Sim, cólera apaixonada.
Cruel e sistemática, ela reduz o homem à razão. Encarcera, brutalmente, o caleidoscópio, lindamente colorido pelo sentir, no automatismo do pensar. Estúpida, desafia, e mesmo ofende, a beleza da vida com sua coerência e sua preponderante razão. Impondo um sentido muito único e específico, prevê o que não deveria ser previsível, resume o viver a uma caminho muito linear, pouco humano e nada real. Odeio-a, sobretudo, por não tê-la quando, supostamente, isso é tão natural. não a quero, não mesmo, não quero o véu obscuro em meus olhos! Quero longe essa que torna impossível tudo aquilo em que mais apaixonadamente quero crer, ridículo aquilo que mais intensamente desejo, e risível tudo que vejo de belo.
Não nego, não mesmo, em verdade, me recuso a negar. Assumo tranquila e, se não me atrevo, orgulhosa o que fiz. Quando diante de tamanha brutalidade e descaso, o crime é não matar. Matei a lógica, assasinei a razão e a sanidade. matei! sim, matei! E mataria de novo. sou uma assassina. Não, na verdade não o sou, em um lapso de prepotência digo, sou uma heroína! e, se me chamas criminosa, alego legítima defesa, e tu hás de convir, nada existe de mais legítimo.
Cruel e sistemática, ela reduz o homem à razão. Encarcera, brutalmente, o caleidoscópio, lindamente colorido pelo sentir, no automatismo do pensar. Estúpida, desafia, e mesmo ofende, a beleza da vida com sua coerência e sua preponderante razão. Impondo um sentido muito único e específico, prevê o que não deveria ser previsível, resume o viver a uma caminho muito linear, pouco humano e nada real. Odeio-a, sobretudo, por não tê-la quando, supostamente, isso é tão natural. não a quero, não mesmo, não quero o véu obscuro em meus olhos! Quero longe essa que torna impossível tudo aquilo em que mais apaixonadamente quero crer, ridículo aquilo que mais intensamente desejo, e risível tudo que vejo de belo.
Não nego, não mesmo, em verdade, me recuso a negar. Assumo tranquila e, se não me atrevo, orgulhosa o que fiz. Quando diante de tamanha brutalidade e descaso, o crime é não matar. Matei a lógica, assasinei a razão e a sanidade. matei! sim, matei! E mataria de novo. sou uma assassina. Não, na verdade não o sou, em um lapso de prepotência digo, sou uma heroína! e, se me chamas criminosa, alego legítima defesa, e tu hás de convir, nada existe de mais legítimo.
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