Em sua batida clara e límpida, que mal se ouve, eu escuto ecos.  Ecos ensurdecedores. Corro. Com as mãos em meus ouvidos e os olhos bem fechados. Fechados porque sou medrosa. Voltei ao início. Ali sou uma virgem redimida. Meus olhos repousam, meu corpo descansa sem pecados...
Logo logo meus olhos se assustam: os pecados entram, com areia.
Tenho tanto medo de sofrer, que sofro. As coisas mais sãs que fiz esses dias foram: rasgar meu dinheiro, buscar o vermelho, que já foi vermelhosangue, depois rosabrochante...hoje, que cor?
Temo ser louca, temo ser normal, temo...ser. Não sei aonde posso parar.
Mas preciso ser, afinal busco. Busco, desesperada, angustiada.  Há alguma coisa, ou  melhor, falta; e assa ausência permanente  que me atormenta.