e, então, durante meses seu olhar foi nuvem cinzenta. sem ver, sem olhar. de seus olhos se precipitaram as águas de uma transição primaverial, era setembro. cada lágrima regou o mundo em que escolheu habitar enquanto aquela chuva do setembro ido levava consigo os universos que foram meus e teus, deles e nossos. Os prédios, o asfalto, as árvores, os joelhos, azulejo, folhas, a torneira frouxa, choram todos em uníssono o fim do real.
A torneira mal fechada, o prédio alto, a cintura medida e retalhada, os pulmões semi vazios, o beijo na testa, um encontro do descuido do não com um sim desgostoso e amedrontado. tudo correu hoje pelos boeiros, de onde nasce
             memória.
resta amor?
e por  onde anda o presente?
pulmões semi cheios, o passado não me apavora, o futuro não me assusta. terra, água, fogo, ar. Ar! espaço. bendita opinião de corpo inteiro. floresce memória,
     trans
                         bor
                                                 da.