Desfiz-me em compasso
Para perpassar o mundo,
Definir seu ritmo,
Marcar seu passo.
Refiz-me em poesia.
Voaria ao vento,
Pousaria em cada vida vazia,
Recolheria cada lamento
Quis, refiz, desfiz, fiz...
Gritei com o silêncio
Corri ao infinito
No eco do meu grito sem fôlego,
O mundo caminhava trôpego
As vidas perduravam vazias,
Eu, angustiada, vivia.
mas a angustia há de ser nossa melhor amiga.
ResponderExcluirnos avisa que estamos vivos!