nenhum silêncio é absoluto. nessa lógica do tempo tripartido, sigo empurrada? puxada?
no presente, que é o mais próximo que jamais cheguei da eternidade, construída pela memória, protegida pelo esquecimento. não seria quem sou se não lembrasse do que vivi, não seria nada se soubesse de tudo que vivi e foi vivido, sigo abençoada pelo binômio memóriaesquecimento. vez por outra minha mente se perde na sedução das ilusões, ela caminha mais rápido que meu corpo e vive refém da obsessão do futuro que é sempre logo mais. Eu, eu me perco da eternidade, e de repente não encontro mais refúgio no real
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